domingo, 5 de julho de 2009

Problemas do Lixo e Coleta Seletiva

Um dos principais problemas encontrados nas cidades, especialmente nas grandes é o lixo sólido, resultado de uma sociedade que a cada dia consome mais.
Esse processo decorre da acumulação dos dejetos que nem sempre possui um lugar e um tratamento adequado. Isso tende a aumentar, uma vez que a população aumenta e gera elevação no consumo, e consumo significa lixo.

Para ter uma noção mais ampla do problema tomemos a cidade de São Paulo como exemplo, em média cada pessoa produz diariamente entre 800 g a 1 kg de lixo diariamente, ou de 4 a 6 litros de dejetos, por dia são gerados 15.000 toneladas de lixo, isso corresponde a 3.750 caminhões carregados diariamente. Em um ano esses caminhões enfileirados cobririam o trajeto entre a cidade de São Paulo e Nova Iorque, ida e volta.

A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produzem impactos. Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo gerada era muito inferior à atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado, além disso, as inovações tecnológicas no seguimento dos meios de comunicação (rádio, televisão, internet, celular etc.) facilitaram a dispersão de mercadorias em nível mundial.

Antes do processo da Primeira Revolução Industrial o lixo produzido nas residências era composto basicamente de matéria orgânica, dessa forma era fácil eliminá-los, bastava enterrar, além disso, as cidades eram menores e o número da população restrita.

Mais tarde com o crescimento em escala mundial da industrialização, acelerado aumento da população e dos centros urbanos, que ocorreu principalmente na segunda metade do século XX, desencadeou um aumento significativo na quantidade de lixo e variedades em suas composições. Atualmente quando compramos algo no supermercado o lixo não é apenas gerado pelo produto em si, pois existe a etapa de produção (cultivo, extração de minérios, transporte, energia) e depois para o consumidor final tem a sacola e o cupom fiscal.

Nas cidades que contam com serviços de coleta do lixo esse é armazenado em dois tipos de “depósitos”: os lixões nos quais os dejetos ficam expostos a céu aberto e os aterros sanitários onde o lixo é enterrado e compactado.
Os lugares que abrigam os depósitos de lixo geralmente estão localizados em áreas afastadas das partes centrais do município.

É comum em bairros não assistidos pelo serviço de coleta de lixo que o depósito dos lixos seja em locais impróprios, como encostas, rios e córregos.
A população desses bairros negligencia os sérios danos que tais ações podem causar à biodiversidade e ao homem, diante disso destaca-se: dispersão de insetos e pequenos animais (moscas, baratas, ratos), hospedeiros de doenças como dengue, leptospirose e a peste bubônica.

O lixo acumulado produz um líquido denominado de chorume, esse possui coloração escura com cheiro desagradável, a substância gerada atinge as águas subterrâneas (aqüífero, lençol freático), além disso, existe a contaminação dos solos e das pessoas que mantêm contato com os detritos, deslizamentos de encostas, assoreamento de mananciais, enchentes e estrago na paisagem.

Os lixões retratam além dos problemas ambientais os sociais, a parcela da sociedade excluída que busca nesses locais materiais para vender (papéis, plásticos, latas entre outros), às vezes as pessoas buscam também alimentos, ou melhor, restos para o seu consumo, muitas vezes estragados e contaminados, demonstrando o ápice da degradação humana.

Já a coleta seletiva é separar o lixo para que seja enviado para reciclagem. Significa não misturar materiais recicláveis com o restante do lixo. Ela pode ser feita por um cidadão sozinho ou organizada em comunidades : condomínios, empresas, escolas, clubes, cidades, etc.

ALGUNS BENEFÍCIOS DA COLETA SELETIVA :
Menor redução de florestas nativas.
Reduz a extração dos recursos naturais.
Diminui a poluição do solo, da água e do ar.
Economiza energia e água.
Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo.
Conserva o solo. Diminui o lixo nos aterros e lixões.
Prolonga a vida útil dos aterros sanitários.
Diminui os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias.
Diminui o desperdício.
Melhora a limpeza e higiene da cidade.
Previne enchentes.
Diminui os gastos com a limpeza urbana.
Cria oportunidade de fortalecer cooperativas.
Gera emprego e renda pela comercialização dos recicláveis.

Os três R's


A praticidade, que prefiro chamar de comodidade leva, às vezes, às criações tecnológicas que resultam cada vez mais no aparecimento de novos tipos de descartáveis.
Lembram-se dos cascos de vidro de refrigerantes que carregávamos para nos abastecer? Não fazem dez anos que foram abolidos de vez, cedendo lugar aos recipientes descartáveis de PET. O próprio vidro, quem diria, passou a aparecer nas embalagens de cerveja como descartável, talvez para competir.
Basicamente, existem duas grandes classes de descartáveis; a primeira que são aqueles produtos que se usam e que se jogam fora de imediato ou em curto prazo (caso das pilhas, por exemplo); a outra classe se constitui daqueles produtos que se usam por um tempo maior e se jogam fora, como exemplo, as lâmpadas, preparadas para durar pouco.
De qualquer forma, os descartáveis fazem um grande mal à Natureza porque, em geral, não se degradam e ainda ocupam lugar nos aterros sanitários, diminuindo as suas vidas e exigindo a busca de outros sítios para novos aterros.
Alguns autores citam a teoria dos 3 R’s quando tratam do assunto resíduo. Vamos, resumidamente, conhecer de que se trata.

O primeiro R significa Reduzir a geração de resíduos.

O segundo R significa Reutilizar o resíduo.

O terceiro R significa Reciclar o resíduo.

A Natureza agradeceria aos homens, se a ordem de prioridade fosse a citada acima, começando com Reduzir.
Falemos do primeiro R (reduzir) que é a forma mais interessante para a preservação ambiental ou a preservação dos recursos naturais. No nosso dia-a-dia significa, a grosso modo, “não deixar nada no prato que comemos”, ou preparar uma refeição no exato limite das nossas necessidades e ainda aproveitando as cascas.
Se transportarmos esse raciocínio para uma produção industrial, a coisa começa a pegar, visto que a tecnologia da produção passa a ficar um tanto mais complexa. Todavia, há exemplos já postos em prática, como exemplo, a recirculação total das águas de um processo industrial, que reduz o consumo de água.
Falemos do segundo R, que significa reutilizar. Tal forma de tratar os resíduos demanda de muito poder de imaginação, de pouca tecnologia ou de mudança da forma de destinação do resíduo, como exemplo, neste caso, a volta ao uso dos cascos retornáveis. E, no caso da mudança de forma de uso, a reutilização para outra finalidade do resíduo, que pode ser uma embalagem, como exemplo, aquela do filme fotográfico, que poderá servir para guardar comprimidos a granel ou pequenas amostras, ao invés de se jogá-la fora.
Finalmente, o terceiro R que significa reciclar, ou seja, aproveitar a matéria prima embutida no resíduo para fabricar o mesmo ou outro tipo de produto, como exemplos, os pneus, para produzir tapetes de borracha, a matéria orgânica derivada de restos de alimentos, para produzir fertilizantes ou as latinhas de alumínio, para fabricar outras latinhas.
Cabe comentar, no terceiro R, que o esforço da reciclagem exige sempre um consumo extra de energia e o fato de que, pelo material ser reciclável, haver uma indução cada vez mais crescente de incentivar mais e mais sua produção, na certeza falsa de que se está protegendo a natureza, exatamente com a desculpa da reciclabilidade.
A rigor, todo passo que se pretenda dar e que envolva resíduos, principalmente na introdução em nossas vidas de novos descartáveis, deve ser precedido de muita discussão, visto que as conseqüências poderão ser difíceis de controlar.


5 vídeos sobre meio-ambiente









As 2 reginalizações do Brasil


O Brasil ao decorrer de sua história sofreu dois tipos de regionalização:

°Regionalização político administrativa:

Realizada pelo IBGE(Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística),é divisão do espaço geográfico brasileiro em cinco regiões :Norte,Nordeste,Centro-oeste,Sudeste e Sul.Para que essa divisão fosse realizada,foram considerados fatores como as semelheanças naturais(hidrografia,relevo,fauna,flora,etc...),entre outros.
Mapa da Regionalização político administrativa:



















°Regionalização geoeconômica:

A divisão territorial realizada pelo IBGE não é a única existente.Em 1967,o geógrafo Pedro Pinchas Geiger propôs a divisão regional do Brasil utilizando critérios características históricas e econômicas.Dessa forma,o Brasil poderia ser dividido em três regiões geoeconômicas:Centro-Sul,Nordeste e Amazônia.Como podemos observar no mapa abaixo,a demarcação dessas regiões geoeconômicas não obedece às fronteiras administrativas dos estados:
geoeconomica.jpg (377×353)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Zero Oitocentos

ZERO OITOCENTOS


"A gente liga zero, oitocentos, nove, nove, nove, meia, meia, zero... Chama e uma voz construída responde: “você ligou para blá, blá, blá. Sua ligação é muito importante para nós. Se quiser informações sobre pagamento, parcelamento, ou tarifa, disque dois; para dados sobre sua conta, disque três; para renovar seu cadastro, disque quatro, para informações gerais, disque cinco ou aguarde um dos nossos atendentes.” Aguardamos no fone. Começa a tocar uma musiqueta, uma propaganda dos serviços maravilhosos e de inestimável valor que aquela empresa presta a seus clientes. E novamente a voz: “aguarde na linha, você já será atendido”. E toda gravação novamente. A adrenalina acelera na corrente sanguínea, a língua começa coçar, querendo mandar todos para o pampa que os pariu, alguém atende: “Rose bom dia, em que posso ajudá-lo?” Contamos até dez para não xingar a atendente que não tem nada a ver com isso e para relatar as razões do contato. Quando termina a ‘Rose’ diz, em tom linear: “senhor Fulano, vou passar para o departamento responsável para o procedimento de protocolo”. Novamente: “você ligou para....”. Passou mais de meia hora, nossa agenda atrasada, o saco arrastando, mas se consegue o tal número de protocolo da reclamação. Em quarenta e oito horas tudo deverá estar solucionado. Passam-se as horas e o problema permanece. Voltamos a ligar e outra das várias ‘Roses’ atende e constata que “não existe nenhum protocolo registrado, o senhor terá que fazer novo procedimento”. A “Rose” ouve uma série de desaforos que teus circuitos nervosos, pressionados pela dinâmica globalizada da computação, automatização digital, virtual e escambau, cospem boca afora. Baixamos o fone e vamos direto ao PROCON. A história se repete quase como farsa ou tragédia, nos anais da burocracia.
A mais de dois meses da vigência da lei que fiscaliza e pune falhas nos atendimentos por telefone (call centers), parece que a única punição das empresas responsabilizadas é a perda do cliente, quando este consegue ‘livrar-se’ dos serviços, pois até para devolver qualquer mercadoria que seja a inoperância impera.
O povo está entupido de ofertas, atolado em contas a pagar e vencer, o peito explodindo de angústias existenciais ou não. Tolerância zero para os zero oitocentos que não se enquadram nas regras vigentes. Tolerância zero também para tantas leis eficazes e nada eficientes. Agora é para funcionar."
Denair Guzon
A Geografia se interessa por este tipo de crônica porque antes de se estudar o espaço geográfico,precisa-se reconher cultura e conhecimento do povo que convive nesse espaço geográfico,e essa crônica tem relação com nossa cultura e cotidiano atual. 

domingo, 8 de março de 2009

Cotidiano Urbano
































































































>Razões de isso estar acontencendo:
1:Devido ao excesso de consumo e informação adquiridos cada vez mais cedo.
2:A população das cidades aumenta a cada ano.
3:E cada cidadão compra um carro.
4:Sendo que um terço da população dirige ao mesmo tempo,o tráfego se transforma em um caos.
5:Devido ao crescente número de carros,é muito difícil achar um lugar para estacionar,não importando qual seja seu veículo.
6:Se aproveitando dessa situação,muito empresário adapta  grandes prédios para que se possa estacionar lá,e cobra para que isso seja feito.
7:O consumismo desenfreado.
8:O crescente aumento da população das cidades. 
9:A globalização.
10:O aumento do poder equisitivo da população.

sábado, 7 de março de 2009

Problemas do Brasil
































Problemas:

*Corrupção:
*Causas:
A ganância e o burlamento de grande parte das leis.
*Consequências:
A corrupção deixa sequelas na vida do brasileiro,pois quem devia ficar atrás das grades não fica,quem devia usar o dinheiro público com responsabilidade  o usa para benefício próprio,e isso degrada a qualidade de vida da maioria das pessoas,pois o dinheiro que seria usado para construir escolas,hospitais e etc... vai para o bolso do político.

*Violência:
*Causas:
A violência nada mais é do que consequência de outros n-fatores:pobreza,má administração do governo,entre outros.
*Consequências:
A violência trás como consequência o medo que se instala em cada cidadão,e isso causa preconceitos por parte da maioria das pessoas,formando o esteriótipo de negro maltrapilho,fazendo com que as pessoas que "APARENTEMENTE" na opinião das outras é um ladrão se torne um excluído social.